Erika de Faria trabalha com cinematografia, fotografia e direção. Nascida em Jardinópolis, interior de São Paulo, cresceu na capital. Seu trabalho transita entre o cinema documental, fotografia e publicidade, sempre guiado pelo interesse em narrativas que revelam a relação entre pessoas, memória e identidade. Sua pesquisa visual nasce da observação atenta e da luz natural. Mais do que iluminar uma cena, busca compreender como a luz atravessa corpos, paisagens e gestos, transformando a imagem em uma experiência sensível. É nesse encontro entre realidade e emoção que constrói sua linguagem, marcada por uma fotografia intimista, orgânica e atenta à presença humana. É formada em Letras e Comunicação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Pós-graduada em Cinema e Literatura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ao longo de sua trajetória, complementou sua formação em fotografia, cinema e artes em instituições como USP, Escola de Cinematografia Alziro Barbosa, Senac, Sesc, MIS, Adobe e Inspiratorium. Há mais de 14 anos atua na fotografia comercial, editorial e documental, com trabalhos publicados em revistas como Trip, Mensch, Harper's Bazaar e Pais & Filhos, além de campanhas para marcas como Spotify, Avon, Facebook, Unilever, M·A·C Cosmetics e Quem Disse, Berenice? Desde 2016 atua como diretora de fotografia e operadora de câmera em documentários e produções audiovisuais exibidos e premiados em festivais nacionais e internacionais. Seu trabalho se concentra em histórias reais que investigam identidade, memória, território e diferentes formas de expressão artística, com especial interesse por culturas tradicionais e narrativas que revelam transformações sociais. Para ela, o cinema documental é, antes de tudo, um espaço de escuta, encontro e construção de memória. Integra o DAFB — coletivo de mulheres e dissidentes de gênero do departamento de fotografia do audiovisual brasileiro. Paralelamente à produção audiovisual, dedica-se à formação de novos realizadores, ministrando cursos, oficinas e palestras de fotografia e cinematografia em instituições como Senac, ABRA, Universidade UNINGÁ e Universidade Federal de Roraima. Em 2026, conduziu uma formação em audiovisual documental para um grupo de indígenas venezuelanos na Universidade Federal de Roraima, acompanhando a realização de curtas-metragens produzidos pelos próprios participantes como parte do fortalecimento da produção audiovisual em suas comunidades.