Frame de trabalho de Louise Botkay, Direção de Fotografia

Louise Botkay é diretora de fotografia, cineasta e artista visual franco-brasileira, formada pela La Fémis — Escola Nacional Superior de Cinema da França. Com mais de 20 anos de experiência, construiu uma trajetória marcada pela diversidade de linguagens, colaborando com cineastas e artistas em projetos de ficção, documentário e cinema experimental. Seu trabalho se distingue pelo transito entre diferentes universos cinematográficos, contextos culturais e modos de produção. Sua experiência internacional inclui filmagens no Haiti, Congo, Níger, Chade, Holanda, Itália, Chile, Sérvia, França, Argentina e Brasil. Como diretora de fotografia, colaborou com realizadores de diferentes gerações e propostas estéticas. Entre seus trabalhos destacam-se Agreste, longa-metragem de Paula Gaitán, com Marcélia Cartaxo; Domingo, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart, que estreou no Festival de Veneza em 2018; Vítimas Digitais, série de ficção dirigida por João Jardim para o GNT; My Love, documentário dirigido por Carol Sá para a Netflix; quatro temporadas do programa País do Cinema, do Canal Brasil, com direção de Marcello Maia; e As Polacas, longa-metragem de época produzido pela Migdal Filmes. No cinema internacional, assinou a direção de fotografia de Lost Country (2023), longa-metragem de ficção de Vladimir Perišić, filmado em 16 mm, coproduzido por França, Luxemburgo e Sérvia, com apoio da ARTE France, e selecionado para a Semaine de la Critique do Festival de Cannes. Em 2025, foi responsável pela direção de fotografia e pela codireção, ao lado de João Moreira Salles e do coletivo Lakapoy, de Minha Terra Estrangeira, produção da VideoFilmes que estreou no Festival É Tudo Verdade e integrou a programação do IDFA, em Amsterdã. Paralelamente à sua atuação como diretora de fotografia, Louise desenvolve uma obra autoral situada na interseção entre o cinema e as artes visuais. Seus filmes foram selecionados e premiados em festivais como Oberhausen, FIDMarseille, Semana dos Realizadores, Kinoforum, Rencontres Internationales Paris/Berlin... Seus trabalhos também foram apresentados no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), na Galeria A Gentil Carioca, na Christopher Grimes Gallery e no Videobrasil. Em 2015, seu filme Vertières I, II, III foi incluído pela curadora e teórica Nicole Brenez entre os dez melhores filmes do ano na revista Artforum. Em 2016, recebeu o Prêmio e-flux na competição internacional do Festival de Oberhausen, além de retrospectivas na Mostra do Filme Livre e no CachoeiraDoc, onde foi homenageada pelo conjunto de sua obra. Em 2018, teve uma sessão Profile no Festival de Oberhausen, com curadoria de Lisette Lagnado. Seu filme Um Filme para Ehuana recebeu um prêmio do Ministério da Cultura do estado da Renânia do Norte-Vestfália, na Alemanha.

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